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Escolas de Samba obrigam aparelho de sorriso durante desfiles

Escolas de Samba obrigam aparelho de sorriso durante desfiles

Uma ação recente, imposta por algumas escolas de Samba, vem causando muita polêmica entre os foliões: o uso da moldura do sorriso, que é um aparelho que faz com que seu usuário não consiga fechar a boca e aparente estar sempre sorrindo. A regra, inicialmente imposta pelas escolas Paraíso do Tuiuti e Inocentes de Belford Roxo, foi a solução encontrada para evitar com que escolas percam pontos por mostrarem insatisfação entre seus participantes, segundo informou Tonho Flave Lado, alegorista da Paraíso do Ratatá. “Chega de ver folião reclamando de dor nos pés ou fazendo cara feia. Se querem desfilar precisam estar sorrindo, queira eles ou não.”, alegou Flave Lado.

O aparelho, também chamado de “Risinho Fake”, é muito simples de usar, basta apenas prender nos dentes. Depois de algumas poucas horas de uso a boca se fixa na posição do sorriso e leva até 14 horas para voltar ao normal. Mesmo assim, algumas pessoas reclamam da regra alegando, entre outras coisas, dores nas mandíbulas. “Assim que terminou o desfile eu fui assaltado. O bandido achou que eu estava debochando e me bateu na cabeça”, disse um foliante que não quis se identificar.

Dr Ricardo Dents, criador do "Risinho Fake"

Dr Ricardo Dents, criador do “Risinho Fake”

O criador do aparelhom Dr. Ricardo Dents, afirma que o resultado é um sorriso natural e quem não há motivos de reclamação. Segundo ele, poucos pacientes que usaram o aparelho voltaram reclamando e, mesmo assim, estavam sorrindo.

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